Depois eu leio

Coletânes SNES em 10 minutos

7 setembro, 2007
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Emocionante…

Fonte: MeioBit


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Semana Whiskas Sachê

10 abril, 2007
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Batizei esta semana de “Semana Whiskas Sachê”. Deve estar havendo algum fenômeno astrológico que faz com que qualquer coisa que eu leia ou escute seja assimilada no meu cérebro apenas como “blablabla (insira palavra chave)”. Igual no comercial da ração de gatos, “blablabla Whiskas Sachê”.

Por exemplo, um texto sobre Active Directory me parece algo do tipo “blablabla membership, blablabla login, blablablablabla example”. No exemplo aparece um código mais ou menos assim:

public static BlablaEntry blablabla()
{
BlablaEntry bla = new BlablaEntry();
bla.Path = "blabla://bla,bla=BlaBla,Bla=bla";
bla.AuthenticationType = AuthenticationBlabla.Bla;
return bla;
}

E ainda é terça-feira.


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Os piores computadores do mundo

28 março, 2007
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A revista PC World fez um ranking com os 10 piores computadores de todos os tempos. Quando eu li o nome do primeiro colocado foi como se tivesse entrado num vórtice temporal direto pra 1994: quando eu trabalhei com os saudosos Packard Bell!

Packard Bell

Seu computador trava? É lento? Executa operações ilegais ou até mesmo catastróficas? Os Packard Bell conseguiam reunir todas as falhas de hardware possíveis num computador, mais o perfil psicológico de um sociopata.

Trabalhei com estas maravilhas no meu primeiro emprego, dando aula de computação. Nessa época eu fui pego de surpresa com o suicídio do Kurt Cobain, sonhava com o dia que o Pearl Jam viria ao Brasil (e se viria), tinha o cabelo até os ombros (sério), a MTV só pegava em São Paulo (eu queria ver os clips do Nirvana e Beavis e Butthead), era uma lenda urbana no curso técnico porque não estudava porra nenhuma, matava aulas pra cacete e ainda tirava as melhores notas e passava cola pra todo mundo, fiz minha primeira viagem pra São Tomé das Letras, descobri que as mulheres não vivem sem intrigas, fiquei amigo do meu melhor amigo (que também queria ir no show do Pearl Jam, e fomos juntos 12 anos depois), descobri que um tal de Neil Gaiman tinha lançado um gibi chamado Sandman, enfim, eu era um cara cheio de responsabilidades.

Fatos no mundo em 1994:

  • O Pearl Jam lança o álbum Vitalogy
  • Os Smashing Pumpkins estavam no auge, prestes a lançar o Mellon Collie and Infinite Sadness em 1995
  • O Green Day lançou o álbum Dookie
  • O Pink Floyd lançou o álbum The Division Bell
  • Morre Ayrton Senna
  • Morre o Superman nos quadrinhos
  • Morre Cesar Romero, o Coringa, o Joker, o Palhaço
  • Kurt Cobain se suicidou
  • Fernando Henrique foi eleito presidente
  • João Canabrava era engraçado
  • Nelson Mandela se torna o primeiro presidente negro da África do Sul
  • Começou o Plano Rea
  • Um CD original em loja de shopping custava R$10,00
  • Foi lançado o Playsation
  • Foi lançado o Netscape Navigator 1.0 (putaquepariu, que saudade!)
  • A internet começou a ser comercializada oficialmente no Brasil
  • No cinema estreiaram os filmes “Dumb & Dumber”, “O Rei Leão”, “O Máscara”, “O Vingador do Futuro (True Lies)”, “Velocidade Máxima”, “O Corvo”, “Entrevista com o Vampiro” e o clássico “Pulp Fiction”.
  • Na primeira final de copa do mundo decidida por pênalts, o Brasil vence a Itália e se torna campeão mundial pela quarta vez após Taffarel fazer uma defesa e Baggio e Baresi chutarem pra fora.
  • O Google não existia (só foi fundado em 1998)
  • Orkut era só o nome de um desconhecido de um país que eu continuo ignorando
  • Sairam para SNES os jogos “Super Metroid”, “Donkey Kong Country” e o melhor jogo com a melhor história que um jogo poderia ter em todos os tempos e universos até hoje: Final Fantasy VI (ainda vou fazer um post só desse jogo, não é um jogo, é uma obra de arte)

É minha gente, para os humanos e as coisas que suas mentes criam o tempo passa.


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Tempos exponenciais

22 março, 2007
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Matando a saudade

24 fevereiro, 2007
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Eu ia escrever sobre os Changeman, mas nesse site um cara jé fez um texto muito legal. Então só me resta acrescentar um detalhe que a gente não percebia quando era criança:

 

Changeman

Alguém reparou que o Change Pégasus é um tampinha, e na pose de heróis ele está num morrinho pra ficar na altura certa pra foto?

E pra matar a saudade e a curiosidade de saber a cara do cantor que empolgou nossa infância, a música de abertura!


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Mais uma inspirada no youtube

22 janeiro, 2007
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Esses caras mandaram bem, hehehe.


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Músicas sem sentido

14 janeiro, 2007
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Cheguei a conclusão que músicos que tem pelo menos uma música cuja letra não faz o menor sentido tem mais chances de virarem cult. É como se fosse um pré-requisito para o sucesso: faça uma música legal, coloque uma letra non-sense e pronto, terás duas facções de apreciadores. Os que fingem que entendem o que o cara quis dizer, e os que simplesmente sabem que a letra não fala nada com nada mas é legal pra caramba e pronto.

Uma das coisas mais divertidas é tentar entender o que se passava na cabeça do compositor quando fez a música. Têm músicas que por mais que a gente se esforçe, não tem como achar uma lógica ou coerência no que está sendo cantado, é uma brisa que no máximo você chega perto de acertar o que o cara tinha tomado pra chegar no estado de escrever aquilo. Dependendo de onde vai a sua própria loucura…

Um exemplo é essa do Beto Guedes:Beto Guedes

Feira Moderna

Tua cor é o que eles olham
Velha chaga
Teu sorriso é o que eles temem
Medo medo
Feira moderna, um convite sensual
Oh! telefonista, a palavra já morreu
Meu coração é novo
Meu coração é novo
E eu nem li o jornal
Nessa caverna o convite é sempre igual
Oh! telefonista se a distância já morreu
Independência ou morte
Descanse em berço forte
A paz na terra, amém

Vamos tentar entender por partes. Primeiro ele fala da cor do cidadão e do sorriso temido por algum adversário, e dá uma referência que remete ao racismo ou ditadura ou sei lá o que de opressão que dá pra encaixar no contexto. Ou o cara é feio pra caramba e o sorriso colgate espanta até vampiro.

Depois entra o tema “feira moderna”, parece ser algum movimento ou tendência de alguma época tipo a tropicália (posso ter passado longe no chute, me corrijam) mas, me perdoem expor na internet minha ignorância, sei lá o que é isso. Me expliquem por favor.

Se a gente se esforçar, tem um pedaço que faz um pouco mais de sentido: ele discute espantado com a telefonista que a palavra já morreu, e nem deu tempo de ler o jornal. Ok, algo com a censura talvez, mas pra que eu entendesse a referência 100% ainda seria necessário desenhar com laranjas e bananas na lousa todo o contexto.

Daí pra frente passamos a ter certeza que ele não está nem aí pra lógica. O que uma caverna (mito da caverna de Platão talvez?), uma telefonista, a cor, o sorriso, um convite sensual, a paz na terra, independência ou morte e jornais tem em comum? Há tá, é que o coração dele é novo… Agora faz sentido!

Enfim, pra quem gosta de MPB é uma música muito legal (eu gosto muito). Mas eu pelo menos não estou no nível de abstração ou erudição, ou sei lá o que precisa pra entender o que ele quis dizer.

Se formos pegar músicas internacionais então, aí já até imagino o Sr. Spock dizendo “isto é ilógico”. Se não entendemos nem letras que saíram de pessoas com bagagem cultural mais próximas da nossa, imagine dos doidos dos países caóticos lá no resto do mundo. Daí surgem nossas risadas quando vemos as famosas “letras traduzidas” que rolam nas revistinhas por aí (ainda existe isso?).

Sr. Spock expressando o quanto foi engraçada a piadinha


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Filme do Batima

13 janeiro, 2007
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Sandman

16 dezembro, 2006
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Parte da nossa personalidade vem do que lemos ao longo da vida. Geralmente não registramos conscientemente “tal padrão na minha personalidade veio porque refleti sobre tal livro”, mas esta obra no meu caso, com certeza se enquadra nestes livros que deixaram sua marca.

Antes de falar do Sandman, vou explicar meu primeiro contato com “gibi de adulto”. Foi quando uma amiga me emprestou a primeira parte da série Hellblazer, eu tinha 14 anos. John Constantine estava nas últimas morrendo de câncer no pulmão, e tinha prejudicado tanta gente que sabia que ia direto pro inferno.

Constantine

O que ele faz? Vende a alma para os três demônios chefes do inferno (o próprio Lúcifer entre eles). Quando os três chegam para reclamar sua alma percebem o problema: se brigarem pra ver quem fica com a alma do Constantine, correm o risco de destruir o inferno. A solução é curar o seu câncer e pensar no que fazer depois. A cena em que os demônios curam seu câncer é animal, dois deles o seguram e o outro diz algo assim: “vou lhe curar Constantine, mas vou fazer com que doa o máximo possível” – e começa a abrir seu peito com as mãos e arrancar os pedaços. E quando acaba a cirurgia, a primeira coisa que o Constantine faz é acender um cigarro agradecendo com uma tranquilidade cínica absurda (esquece o filme babaca com o Keanu “Neo” Reeves, aquilo é um lixo). Pronto, eu só sabia que queria ler mais sobre essa tal de revista Vertigo.

Alguns anos depois na faculdade, conheci outro nerd gente finíssima chamado Tárcio, e falando de quadrinhos e filmes estranhos descobri que ele tinha alguns exemplares do Sandman, da primeira edição ainda lançada pela editora Globo no começo dos anos 90. Depois da globo, ninguém mais tinha relançado Sandman no Brasil ainda (e se não me engano, até hoje não saiu até o fim novamente em bancas). Enfim, ele me emprestou e eu finalmente pude comprovar se estas histórias eram tudo isso que falavam mesmo.

O primeiro arco de histórias se chama “Prelúdios e Noturnos”. A história começa com Roderick Burguess fazendo um ritual de magia para aprisionar e controlar a Morte. Ele falha, mas dentro da redoma de vidro protegida por símbolos mágicos se materializa um homem pálido e magro, com um elmo, uma algibeira cheia de areia e um rubi no peito. Ele toma os objetos e mantém o prisioneiro.

O homem fica por 70 anos sentado dentro da cúpula, imóvel e sem dizer uma palavra. Burguess morre, e seu filho continua mantendo o prisioneiro. Até que um dia, o homem desmaia dentro da cúpula. Começou, e logo eles vão perceber que não deveriam se meter com os perpétuos, principalmente se ele for o irmão mais novo da Morte, o próprio Rei dos Sonhos…

Morpheus escapa e volta para o reino dos sonhos, faminto e enfraquecido sem seus objetos de poder. Seu reino ficou em ruínas sem a sua presença e vários sonhos e pesadelos fugiram do sonhar para o mundo dos humanos. Milhares de pessoas sofreram repercussões durante esses anos, entrando em coma, tendo insônia incurável ou ficando loucos. Após executar sua vingança no filho de Roderick Burguess ele começa sua busca pelos objetos que lhe foram roubados, os pesadelos foragidos, a reconstrução do sonhar e a maior obra de ficção que eu já li até hoje. São 70 edições, contando a saga da transformação de um ser egoísta, arrogante, cruel e insensível num homem que termina dando a sua vida perdoando a culpada pela sua destruição. Calma, não estou estragando o final… não é tão simples assim, e afinal sonhamos até hoje não é?

Ao longo da história vão aparecendo os irmãos e irmãs do Sonho, os Perpétuos: Morte, Destruição, Desejo, Desespero, Delírio e Destino. Cada um participa de histórias absurdamente bem amarradas e complexas, é incrível chegar no fim e ver que as edições têm algumas histórias aparentemente independentes, mas no final são detalhes chave pra o clímax no final da saga. Pra se ter uma noção do nível literário da obra, Neil Gaiman ganhou em 1991 o prêmio Fantasy World Award com a história Sonho de uma noite de verão. Os outros autores ficaram tão putos de perder para uma história em quadrinhos que choraram até mudar a regra, e a partir do ano seguinte quadrinhos não puderam mais concorrer… Neil Gaiman foi o único autor a vencer este prêmio com uma história em quadrinhos até hoje.

Voltando a história, após escapar Morpheus desce até o inferno para buscar seu elmo, mas, para conseguir de volta precisa vencer um duelo com um demônio. Ele vence (o duelo é muito legal), mas quando ia embora rola o seguinte diálogo entre ele e Lúcifer (desenhado com a cara do David Bowie):

Morpheus
- Agradeço. Os reis do Inferno são honrados. Vou me lembrar disso.
Lúcifer
- Honrados? Está brincando? Olhe a sua volta Morpheus.
- Há um milhão de lordes do inferno em formação de batalha. Diga-nos, porque deveríamos deixa-lo partir?
- Com elmo ou não, você não tem poder aqui… que força tem os sonhos no inferno?

Como ele sai dessa? Leia a história… Hehehe. Mas garanto que é com estilo e deixa o diabo com muita raiva. Eles se reencontram mais algumas vezes durante as histórias e rola muita coisa surpreendente. A busca pelos outros dois objetos também não é lá muito fácil, inclusive o nosso velho amigo John Constantine faz uma participação especial.

Sandman conversando com a irmã, Morte

Após ter se vingado dos Burguess e recuperado suas ferramentas, Morpheus começa a notar que algo está diferente: e agora, porque ele não está satisfeito depois de tudo o que passou? 70 anos aprisionado foram o início de uma grande transformação em sua personalidade, e daí pra frente é uma grande viagem por várias épocas, vários universos e com seres de várias dimensões em histórias absurdamente criativas e cheias de referências cult de todo tipo, bandas, livros, deuses, ciência, política, folclore, cultura…

A história tem começo, meio e fim, e acabou acabado no número 70. Depois disso, só nos especiais encadernados e livros. Um dos especiais é o “Noites sem fim”, que têm uma história pra cada perpétuo. É muito legal, inclusive acho que é o único livro com uma história independente com o Daniel. Quem é Daniel? Olha a cara dele e diz o que acha.

Garanto que não vai se arrepender quando descobrir sobre o acordo entre Rei dos Sonhos e Shakespeare, ou como ele estraga uma convenção de serial killers para capturar o Coríntio, seu pesadelo mais caprichado que havia fugido.

Para os interessados: Está sendo lançada toda a coleção encadernada pela editora Conrad, e na Fnac é mais barato que qualquer outro lugar.

Mais sobre Sandman:

Site oficial do autor: www.neilgaiman.com
Artigo bem melhor que o meu: http://www.omelete.com.br/quadrinhos/artigos/base_para_artigos.asp?artigo=263
Site da Conrad: http://www.conradeditora.com.br/
Resumo dos arcos de histórias (contém spoilers): http://pt.wikipedia.org/wiki/Sandman_(Morfeus)


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Brazilian Star Wars

26 novembro, 2006
4 Comentários

Taí uma das resenhas mais engraçadas que já li: Brazilian Star Wars.

Resumindo, o cara conta o que entendeu do filme OsTrapalhões na Guerra dos Planetas.

Não entendeu porra nenhuma, mas o pior é que ele está certo… o filme não faz nenhum sentido mesmo. E acho que eu vi no cinema, não lembro mas é bem provável…

Bacana o ponto de vista dele sobre as diferenças entre o nosso humor e o dos norte americanos: Os Trapalhões na Guerra Dos Planetas showed us all how wide the comedy barrier is between the people of North and South America. While we prefer people humping pies, most of the jokes in Brazil seem to be someone dancing where one would normally not be expected to dance or physically maiming someone.

Didi stops running from a giant tarantula to come back and shake his groin at it. I dare not speculate why.
Didi stops running from a giant tarantula to come back and shake his groin at it. I dare not speculate why.

Didi insults the other tramps, I think.
Didi insults the other tramps, I think.


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